PROCEDIMENTOS GERAIS DE REGULAÇÃO DE SINISTROS

REGULAÇÃO DE SINISTROS e PERICIAS conforme procedimentos:

01 – Levantamento do local do risco, com mapa, distancias, localidades e pontos de referencias;

 

02 – Levantamentos das características da unidade (Se é armazém em nível de fazenda com produção própria, se é Cooperativa ou Armazém Geral central ou posto de recebimento, se é Unidade de Transbordo, rodo ferroviário ou rodo fluvial se é Unidade Industrial ou Unidade Portuária).

 

03 – Identificação da Unidade no local (Localização e situação), verificação de acessos com fotos;

 

04 – Levantamentos da Classificação dos grãos sinistrados com limite de impureza, teor de umidade (por amostragem com danos parciais, sem danos e perda total com três coletas em cada situação), origem, forma de registros (nota fiscal do produtor com que frequência se tem relatório de estoque no local ou na matriz) como é emitida a nota fiscal, solicitar notas com datas posteriores e anteriores ao sinistro).

05 – Verificações da armazenagem do produto úmido e sujo com identificação de quantas moegas tem o local e como são suas divisões, capacidade, comprimento, largura e altura, em qual delas foi armazenado o produto sinistrado, se tem mistura do produto danificado e sem danos se em caso de incêndio em secador qual o sistema de descarga do mesmo e se houve molhadura do produto com o resfriamento do local e se essa umidade é passível de reaproveitamento com ressecagem ou se é perda total.

06 – Verificação da máquina de pré-limpeza, sistema de ar e furação das peneiras, verificação da regulagem da maquina, visto que, um incêndio às vezes inicia pelas impurezas que acumulam dentro do secador.

 07 – Verificação de armazenamento de produto úmido que já passou pela pré-limpeza em silo pulmão por período máximo de 24 horas.

08 – Levantamentos da operação que estava sendo executada no momento do sinistro em casos que o secador não estava funcionando verificar quando terminou a secagem, qual foi o procedimento de parada, quem foi a ultima pessoa a passar pelo local e como foi detectado o sinistro.

09 – Levantamentos caso o secador estivesse em operação no momento do sinistro, verificar que tipo de operação estava sendo executada, qual a unidade e impureza de entrada do produto, qual a umidade de saída, quantos tombos no secador eram executados, como foi percebido a anomalia e o local do fogo, quais as providencias tomadas, verificação da data da ultima limpeza interna do secador e com que frequência era executada, levantar ha quantos anos o operador trabalha com secadores e com o modelo sinistrado, levantar quantas equipes trabalhas na unidade com quantas pessoas cada equipe e em quais turnos.

10 – Levantamentos do tipo de secador se Continuo, Intermitente, qual o modelo,  capacidade estática (o quanto cabe dentro do secador), qual a capacidade de secagem (quantas toneladas hora), qual o sistema de secagem (com resfriamento, coluna cheia (secagem no silo), em cascata ou em lote mínimo (somente na câmara de resfriamento).

11 – Verificar sistemas de alimentação por quais equipamentos, elevadores de caneca, roscas helicoidais com calhas tipo “U” ou tubulares, redlers transportadores de correntes, correias em “V” ou blindadas, fitas e tubos de gravidade. Se existe deformações em correias, canecas, módulos e correntes e/ou anomalias no sistema de acionamento e sua fiação elétrica.

12 – Verificar quadro de comando do secador, tipos de sensores (temperatura, temperatura para veneziana, controle de nível, kit de memória URM ou USB, controle de temperatura 4 a 20 mA, visualizador display, visualizador multidisplay, kit mobile para celular e kit rede internet (Top Net).

13 – Levantamento do tipo de armazenagem dos produtos secos, se em Silos Verticais ou Horizontais (Graneleiros) estes com fundo chato (com ou sem túnel), com fundo semi V ou fundo V. Se apresenta controle de termometria se o sistema de coleta é local ou central e se com ou sem automação. Também necessário verificar se o sistema de combate a superaquecimentos é feito com ventilação (aeração) e se há possibilidades de fazer transsilagem. Deve ser feito o levantamento do sistema da expedição se por tulhas, silos elevados e/ou canalização sobre a moega ou externa.

14 – Também atentamos para as instalações elétricas dentro da unidade desde a entrada do padrão a rede primária, cabine primária, transformadores, geradores, banco de capacitores, quadros de comandos e redes de distribuições.

15 – Outra importante tarefa que realizamos é o levantamento do Valor em Risco da Unidade, sendo que relacionamos o que segue:

  1. Prédios (riscos principais e isolados) com características construtivas, tempo de vida útil e idade das edificações;

  2. M.M.U. (móveis, maquinas e utensílios) com marcas, modelos, tempo de uso e tempo de vida útil;

  3. Equipamentos e Instalações inerentes ao processo produtivo e/ou de fabricação da Unidade com marcas, modelos, capacidades, tempo de montagem, tempo de operação, ultima reforma e/ou manutenção e se com ART;

  4. Mercadorias onde e como estão armazenados, os quantitativos um dia antes do sinistro, no dia do sinistro e um dia depois do sinistro, como estão armazenados (a granel em big bags ou em sacas) se própria com o respectivo custo de produção (Lavoura (sementes, tratos culturais e insumos), produtividade da safra sinistrada) Custo total deve incluir o transporte até a moega e se de terceiros as respectivas notas fiscais de entrada. Comparar o estoque real com o contábil não se esquecendo das quebras técnicas visto que o grão é um produto vivo que respira.

Obs.: Sempre verificamos a existência de cadastro com a CONAB (CONAB tem seguro próprio) e solicitamos o relatório da ultima inspeção.